UFMG pede desculpas por uso de corpos do Hospital Colônia de Barbacena em aulas no século XX

A Universidade Federal de Minas Gerais fez um pedido público de desculpas pelo uso de corpos de pacientes do Hospital Colônia de Barbacena em atividades acadêmicas ao longo do século XX.

A manifestação foi divulgada nesta semana e está relacionada a práticas ocorridas principalmente entre as décadas passadas, quando cadáveres de pessoas que morreram na instituição eram encaminhados para faculdades de medicina e utilizados em aulas.

De acordo com as informações, muitos desses corpos eram de pacientes que morreram no hospital e acabavam sendo destinados ao ensino sem identificação adequada ou consentimento, prática que hoje é reconhecida como uma violação de direitos.

No comunicado, a universidade reconhece a gravidade dos fatos e afirma o compromisso com a preservação da memória das vítimas, além da adoção de medidas voltadas à reflexão sobre o ocorrido.

O episódio está ligado ao histórico do Hospital Colônia de Barbacena, instituição que ficou marcada por denúncias de maus-tratos e violações de direitos humanos ao longo do século XX, sendo considerada um dos capítulos mais graves da história da saúde mental no Brasil.

O posicionamento da UFMG reforça a necessidade de reconhecimento dos erros do passado e da construção de ações que valorizem a dignidade humana, evitando que situações semelhantes se repitam.