Idosa perde mais de R$ 40 mil em golpe aplicado por telefone no Norte de Minas

Segundo a Polícia, os criminosos se passaram por servidores da Defensoria Pública e por um suposto juiz da Comarca de Salinas e disseram à vítima, que cuida do irmão com esquizofrenia, que ela teria direito a receber parcelas pelos cuidados prestados ao familiar. O caso será investigado pela Polícia Civil.

Uma idosa, de 61 anos, perdeu mais de R$ 40 mil após cair em um golpe aplicado por criminosos que se passaram por servidores da Defensoria Pública e por um suposto juiz da comarca, em Salinas, no Norte de Minas. O caso foi registrado pela Polícia Militar e será investigado pela Polícia Civil.

Segundo a PM, a vítima informou que está em um processo judicial para obter a aposentadoria do irmão, que tem esquizofrenia. Ela contou que recebeu uma ligação telefônica em que o autor afirmou que teria direito ao recebimento de três parcelas pelos cuidados prestados ao familiar.

Para ganhar a confiança da vítima, os criminosos confirmaram alguns de seus dados pessoais. Em seguida, enviaram um código Pix e iniciaram uma chamada de vídeo, orientando a mulher a utilizar outro aparelho celular para filmar os aplicativos bancários instalados em seu telefone.

Ainda segundo a PM, durante a ligação os suspeitos orientaram a realização de diversas operações bancárias. Depois que a chamada foi encerrada, a vítima tentou retomar o contato pelo WhatsApp, mas percebeu que havia sido bloqueada.

“Ao verificar as contas bancárias, a mulher constatou que havia sido realizado um Pix de R$ 4.987,32 utilizando o limite de crédito de sua conta em um banco, além de outra transferência de R$ 18.200,00 de sua conta em outro banco, ambas destinadas à sua conta em um terceiro banco. Com esses valores somados ao saldo já existente, que era de aproximadamente R$ 18 mil, a conta passou a ter cerca de R$ 41.187,32”, informou a PM.

A Polícia Militar informou ainda que os criminosos realizaram diversas transferências via Pix para uma conta de terceiros, até esgotarem todo o saldo disponível. Os comprovantes das movimentações bancárias foram anexados ao boletim de ocorrência, e o caso será investigado pela Polícia Civil.